domingo, dezembro 05, 2004

E percebemos melhor....

Ainda no Público de hoje:

Centralização do INE é um Processo "Revoltante"

Braga da Cruz considera "incompreensível" e "revoltante" a reorganização do Instituto Nacional de Estatística - que resultou na perda de autonomia das delegações regionais.

"Acompanhei o movimento de responsabilização dos centros de produção estatística regional. Em relação ao do Porto, tinham à frente gente competente, com formação nos melhores centros estatísticos europeus. Recrutaram técnicos superiores, adequaram a produção estatística às necessidades da região, estabeleceram relações de produção estatística com as regiões vizinhas, confrontaram métodos de trabalho com o Instituto Estatístico da Galiza e o de Castela-Leão. Fizeram um excelente trabalho. Por que é que se destroem 15 anos de trabalho, apenas com o argumento de que se vão reduzir custos? Manifestamente, não compreendo", questionou o antigo presidente da CCRN, para quem "não foi feita uma avaliação séria" do modelo existente. "Como é, de repente, vão buscar uns artistas do Canadá, e implementam um modelo que não fez mais do que destruir um trabalho de 15 anos e que envolveu pessoas como Valente de Oliveira ou Silva Peneda. Não posso aceitar isso. É revoltante. No início, ainda pensei que fosse alguma ingenuidade, ou alguma falta de leitura descentralizada do país. Hoje em dia, começo a interrogar-me se não há aqui uma vontade de controlar a produção estatística", afirmou.


Com a tutela do Morais Sarmento, "gente sem qualidade nenhuma" (Angelo Correia dixit), já começa tudo a ficar muito claro!!!!

E aliás, Portugal tem tudo em comum com o Canadá!

Já começamos a perceber...

No Público de hoje:

Entrevistado pelo PÚBLICO e pela Rádio Renascença no programa "Diga Lá Excelência", Ângelo Correia censura Santana por se ter deixado "embrulhar com o barrosismo", acrescentando que este é constituído por"uma gente sem qualidade nenhuma".

De Durão , o ex-ministro afirma que "fugiu para Bruxelas" porque não conseguia fazer uma remodelação da sua equipa ministerial e deixou em Portugal "um grande sarilho".
Na sua opinião, Santana devia ter cortado com o barrosismo, apontando o afastamento dos ministros e dirigentes do PSD José Luis Arnaut e Morais Sarmento. "Quem deixou Arnaut, quem deixou Morais Sarmento não devia ter feito isso. Santana Lopes devia ter feito o seu Governo. Tinha obrigação política de ter feito um corte com Durão, que saiu de Portugal e deixou uma crise instalada", afirmou.

Agora começamos a perceber quem tutela o INE!