quarta-feira, setembro 22, 2004

Assim vai a Instituição...

Mais palavras para quê?

In ADUFE

"Assim vai a instituição aos olhos toldados de um jovem cruzado

Acabam os contratos mas a instituição precisa das pessoas e depois de uma enorme sangria tenta tudo para arranjar uma solução dentro dos limites da lei para os poucos que restam, alguns em lugares absolutamente decisivos para as responsabilidades e interesse do país. Mas entretanto, o vazio, a incerteza, o desprezo pela auto-estima e pelo sentido de respeito pelos colaboradores. Danos reparáveis? O que não se consegue contar, não conta!

É preciso mudar, modernizar, acabar com o fado da instituição errada na hora errada e inicia-se o processo com consultas, consultores. Define-se a nova estrutura, as novas competências. Escolhem-se chefias e no momento de encher as equipas com os invólucros já preparados, manda-se perguntar a todos o que têm feito nos últimos anos. Primeiro o trolha, depois o arquitecto (nos últimos dias antes da conclusão da obra).

É preciso rejuvenescer as equipas e, ao mesmo tempo que saiem os contratados que haviam chegado como recém licenciados nos últimos 3/4 anos e que tinham a formação interna já feita, inicia-se um processo de recrutamento para bolseiros. No mesmo momento em que alguns permanecem no limbo sem saber se regressam ou não. Na mesma semana em que ainda se anda a perguntar aos que permanecem na instituição o que é que têm andado a fazer nos últimos anos para se perceber que tipo de competências há entre os que por lá trabalham. O que dirão aos bolseiros se eles perguntarem no recrutamento "para que nos querem?"Licenciados, mestre e doutores terão assim o seu primeiro contacto com a instituição. Há uma lógica que me escapa...

Eficiência, eficácia, definição estratégica? Ora comptas tu, ora compto eu.Ah!
Se ao menos por aqui houvesse um roncinante...

Como vai a instituição?Investiguem que eu tenho mais que fazer... Tipo limitação de avarias. O mais nobre objectivo que me imagino perseguir nos próximos tempos. O que seria de nós sem o proverbial desenrascanço? A bem da nação.
..."

1 Comentários:

At 24 de setembro de 2004 às 11:57, Anonymous Anónimo Comentou...

É de facto inaudita estas filosofias e metodos de gestão!!
1º põe-se a circular o cenário do fecho numa de mata mata, depois...? depois vê-se para onde cai e até onde se pode ir...
Pelo caminho como é?
O pessoal vai debandando ou passa-se dos carretos, mas isso eles não querem saber...!!! Logo entram afilhados e gente que da "poda" nada sabe e que vai levar pelo menos dois anos a formar.

Os serviços ficam paralisados e trabalha-se o minimo até porque o pessoal não tem vontade,motivação e o empenho de outrora (será que são maus funcionários? NÃO, NÃO SÃO! isso podem ter a certeza!!)

Alguém fica responsabilizado? NEM PENSAR, quem gere e faz M..., levará um louvor e será colocado noutro lugar para amigos, porventura na Caixa Geral Depositos.
TRISTE PAÍS ESTE EM QUE VIVEMOS, HÁ UNS TEMPOS MUITA GENTE SE ZANGOU POR SARAMAGO TER DITO QUE COM 25 DE ABRIL OU NÃO ESTARIAMOS NA MESMA (SIC), EU POR MIM PENSO QUE ELE NA ALTURA SE ENGANOU, POIS ESTAMOS BEM PIOR!!

 

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