sexta-feira, maio 21, 2004

Posição dos trabalhadores das Direcções Regionais do Norte, Centro, Alentejo e Algarve

Hoje, no 69º aniversário do INE, os trabalhadores das Direcções Regionais do INE do Norte, Centro, Alentejo e Algarve apresentaram a sua posição sobre a previsível extinção destas:


Os trabalhadores das Direcções Regionais do Instituto Nacional de Estatística, no Norte, Centro, Alentejo e Algarve, entendem expressar a sua oposição ao plano de reestruturação do Instituto divulgado pela Direcção no passado dia 18, avançando nomeadamente com as seguintes considerações:

1. A argumentação sustentada pela Direcção como fundamento para a extinção das Direcções Regionais (DR’s) baseia-se em críticas à prática de gestão das DR’s.
No entanto, a solução apresentada não revela qualquer esforço para encontrar outras práticas de gestão ou outros intérpretes capazes de melhorar a coordenação e a eficiência do funcionamento das Direcções Regionais no quadro do actual modelo organizacional do INE, minimizando os custos de ajustamento.
Ao contrário, a Direcção apresenta uma proposta de solução radical com maiores custos sociais para os trabalhadores.

2. A extinção das Direcções Regionais surge em clara contradição com o discurso político sobre a necessidade de descentralização territorial da Administração Pública e com as práticas de desconcentração seguidas noutros casos.

3. Do ponto de vista do desenvolvimento regional, a existência das DR’s do INE (bem como de outros organismos desconcentrados da Administração Pública) representa uma oferta de emprego capaz de fixar na região mão-de-obra particularmente qualificada. Neste contexto, a extinção das Direcções Regionais do INE representa a perda de um instrumento de política de desenvolvimento regional.

4. As duas primeiras linhas de força apontadas pela Direcção do INE para a reestruturação (reforço da concentração geográfica e rejuvenescimento e requalificação dos quadros do INE) são conflituantes. De facto, a própria Direcção do INE reconhece nos quadros das Direcções Regionais um perfil mais jovem e mais qualificado face à média do INE.

5. O investimento realizado pelo INE na disponibilização das Tecnologias de Informação e Comunicações permitem ultrapassar as barreiras da distância geográfica, retirando assim fundamento à alegada necessidade de concentração geográfica.


Face aos comentários acima formulados e tendo em conta o desgaste gerado pela situação de indefinição em que vivem actualmente, os trabalhadores das Direcções Regionais do INE no Norte, Centro, Alentejo e Algarve, esperam o rápido esclarecimento da situação por parte da tutela.


21 de Maio de 2004

2 Comentários:

At 23 de maio de 2004 às 16:06, Anonymous Anónimo Comentou...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 25 de maio de 2004 às 20:38, Blogger Reconquista Comentou...

Há um ano, as Direcções Regionais do INE eram os únicos organismos regionais, perfeitamente identificados, que marcavam presença concreta no Conselho Regional. Os outros eram designados genericamente por “serviços regionais dos ministérios”, (nº3 do artigo 15º da Lei nº 104/2003 de 23 de Maio, que criou as CCDR e estabeleceu as competências dos Conselhos Regionais).
Tal facto atesta o reconhecimento das competências aduzidas pelas Direcções Regionais do INE na criação de “autênticos foros de reflexão das estratégias de desenvolvimento sustentável ao nível de cada região do País”, como se pretendem que sejam os Conselhos Regionais.

 

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